Pequila e a força da música latina em Brasília

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Pequila e a força da música latina em Brasília

A música latina sempre atravessou fronteiras como linguagem de encontro, dança e pertencimento. Ritmos que nascem do diálogo entre povos e territórios seguem se reinventando e conquistando novos públicos no Brasil. Em Brasília, esse movimento ganha força com a Pequila, uma festa que aposta na diversidade sonora da América Latina e na construção de um espaço onde cultura, corpo e coletividade se encontram.

Criada em 2014, a Pequila nasce do desejo de valorizar os laços culturais entre o Brasil e os países latino-americanos, propondo um deslocamento simbólico do eixo tradicional e colocando o Cerrado como parte central dessa identidade. À frente do projeto está a DJ Pequi, que se apresenta de forma direta: “eu sou a dj pequi, criadora da festa, em 2014”. A partir dessa iniciativa, a festa passa a se consolidar como um espaço de celebração da latinidade a partir do Centro-Oeste.

A proposta dialoga com um contexto mais amplo de expansão da música latina no país. Ritmos como reggaeton, bachata e merengue vêm ganhando espaço tanto nas pistas quanto no mercado musical brasileiro, impulsionados também por ambientes como academias e escolas de dança, onde estilos latinos fazem parte da formação corporal e cultural de diferentes gerações.

Ao olhar para a construção da latinidade no Brasil, a Pequila também chama atenção para influências que vão além do eixo Rio–São Paulo. A cultura musical do Norte do país, especialmente do Pará, aparece como referência nesse processo, marcada por trocas com países vizinhos e por uma miscigenação sonora que ajudou a moldar o entendimento da música latina no Brasil.

Essa leitura se conecta à proposta de ressignificar o Cerrado dentro do contexto latino-americano, entendendo o bioma não apenas como metáfora, mas como território de conexão entre regiões, povos e saberes. Essa fusão entre identidade local e cultura latino-americana também está presente no nome do evento. Como define a idealizadora, “é um trocadilho unindo o nome da fruta do Cerrado, o Pequi + tequila”.

Musicalmente, a Pequila percorre diferentes ritmos latinos, reunindo gêneros como reggaeton, pop latino, dembow, salsa, merengue e bachata. Ao longo de seus 11 anos de história, a festa acompanhou transformações naturais da cena musical, mantendo-se em constante movimento. Hoje, a proposta se organiza em duas pistas, uma dedicada às danças a dois e outra voltada aos sons urbanos e contemporâneos da América Latina.

A diversidade musical se reflete também no perfil do público. A Pequila reúne diferentes gerações e tribos, criando um ambiente de convivência plural. Segundo a organização, “a festa tem uma característica única: um público diverso, de 18 a 80 anos”. Jovens, famílias, dançarinos experientes e pessoas que estão descobrindo a música latina compartilham a mesma pista, reforçando o caráter coletivo da festa. Atualmente, a Pequila reúne mais de mil pessoas por edição, mantendo uma resposta consistente do público brasiliense ao longo de sua trajetória.

Com mais de uma década de história, a Pequila segue fortalecendo a presença da música latina em Brasília como espaço de encontro, dança e celebração. As próximas edições acontecem nos dias 31 de janeiro e 16 de fevereiro, mantendo vivo esse movimento que conecta ritmos, culturas e pessoas na cidade.

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