Coluna: Marketing e Negocios

Israel Martins

O Valor da Conexão Real: O que a Jornada nos Eventos de Brasília me Ensinou sobre Networking

A caminhada pelo empreendedorismo em Brasília tem suas particularidades, e, para o portal Brasília Comércio, revisitar essa trajetória é uma forma de honrar o amadurecimento do nosso mercado. Minha percepção sobre o poder das conexões mudou drasticamente em 2021, durante o evento Tech Talk: Impacto Digital, promovido pelo Metrópoles. Naquela época de retomada, com protocolos rigorosos e todo mundo querendo voltar a conversar, ficou claro que as mudanças que prevíamos para o futuro já estavam batendo à nossa porta. Olhando hoje, percebo que aquele momento não foi apenas um evento técnico, mas o começo de uma era em que estar presente e ser indicado viraram os pilares para qualquer empresa crescer.

Com o passar do tempo, as idas aos eventos deixaram de ser apenas compromissos na agenda e passaram a ser um investimento real de marketing. Muitas vezes chamamos de “sorte” aquele encontro por acaso que gera um contrato, mas a verdade é que a sorte só favorece quem está em movimento. Ao participar ativamente da cena local, percebi que Brasília funciona como um ecossistema vivo: a confiança é a moeda mais forte e a sua fama de bom profissional é o que te garante as melhores oportunidades. Para te ajudar a trilhar esse caminho, preparei um passo a passo com 7 dicas fundamentais para você aplicar no seu dia a dia:

1. A referência no produto estrela e a memória do mercado.

Um dos maiores conselhos que recebi de quem conhece todo mundo na cidade foi: simplifique sua mensagem. No começo, a gente quer oferecer de tudo, mas o mercado de Brasília é movido por especialistas. No meu caso, foquei na criação de sites. Quando você escolhe um produto principal, o mercado te identifica mais rápido. Em uma cidade onde as indicações voam, ser “o cara que faz tal coisa” é o que faz seu nome ser lembrado naquela conversa de café em que surge uma oportunidade.

Essa estratégia ajuda a construir sua autoridade. Como em Brasília quase todo mundo se conhece ou tem amigos em comum, seu produto acaba virando seu cartão de visitas. É preciso aparecer sempre com uma solução clara para criar uma percepção positiva. Mas cuidado: aqui na capital, uma indicação negativa pesa muito mais do que dez positivas. Por isso, ser excelente no seu “produto estrela” é a melhor forma de garantir que seu negócio continue de portas abertas e respeitado.

2. A Maturidade na Escolha de Parcerias e Valores

O mundo do networking é cheio de chances, mas também é um reflexo da vida real, em que existem pessoas de todo tipo. Com o tempo, vão surgir muitas propostas de parcerias e sociedades que parecem “o negócio do século”. Mas aprendi que a pressa para fechar um acordo pode te fazer perder o foco do que realmente importa. Antes de qualquer aperto de mão, é preciso sentir se os valores daquela pessoa batem com os seus e com o jeito que você toca sua vida.

Seus princípios são o melhor termômetro para saber se uma parceria vai dar certo. Coisas que parecem básicas, como a ética e o jeito de ver o mundo, aparecem no dia a dia do trabalho. Por isso, nunca decida nada apenas pela primeira impressão. Minhas parcerias mais fortes não nasceram em cinco minutos de conversa em um evento, mas foram construídas com tempo, papo reto e análise de como a outra empresa trabalha de verdade. Saber dizer “não” para algo que não combina com você é o que protege o seu futuro.

3. A Dinâmica dos Grupos e a Estratégia do Tabuleiro

Entrar nos grupos de networking de Brasília exige observação. Cada grupo, encontro ou associação funciona como um território próprio, com suas regras e lideranças. Não é que queiram excluir ninguém, é apenas uma organização natural baseada na confiança. Quem vive isso sabe que as pessoas costumam indicar quem já está ali presente, mostrando serviço e compromisso com o grupo. Ganhar esse espaço exige paciência e o entendimento de que você está em um tabuleiro em que respeitar o tempo dos outros é essencial.

Fazer parte da “turma” é importante, mas tem que ser de verdade. Quando você encontra o seu grupo, vender e gerar novos negócios deixa de ser um peso e vira algo compartilhado. A confiança para alguém te indicar nasce da convivência: no cafezinho, nas conversas sobre a vida e na ajuda mútua. Esse tabuleiro pede que a gente saiba observar e ouvir primeiro, para depois sermos escolhidos para os grandes projetos e parcerias.

4. Construção de Reputação e a Ética do Longo Prazo

Sua fama de bom profissional trabalha por você mesmo quando você não está presente. No networking, você precisa equilibrar duas coisas: tempo e confiança. É muito difícil (e pega mal) tentar empurrar um contrato caro logo no primeiro encontro. O networking bem feito é um jogo de paciência. O objetivo no começo não é vender, mas sim abrir uma porta. Muitos empresários vão aos eventos para relaxar e trocar ideias, e uma abordagem de venda muito agressiva pode afastar as pessoas.

A venda acontece de um jeito natural, mostrando o que você faz aos poucos. Uma dica boa é sempre falar de assuntos que você domina, mas que ajudem quem está ouvindo. Ser útil sem ser chato é o que constrói uma reputação sólida. Em Brasília, os grandes negócios costumam ser decididos depois de um tempo de maturação, em que a sua imagem de profissional sério e constante é o que faz a diferença na hora de o cliente escolher.

5. O Respeito à Autoridade e a Força do Reconhecimento Orgânico

Em todo grande evento, existem os patrocinadores e autoridades que fazem aquilo acontecer. Eles têm o destaque porque investiram para isso, e respeitar esse espaço é sinal de maturidade. Se o seu serviço é parecido com o de quem está patrocinando, seja diplomático. Falar com respeito e entender o papel de cada um evita que você seja visto como alguém que quer “atravessar” o trabalho dos outros. O destaque pago tem seu valor, mas o reconhecimento que vem de graça é o mais forte.

Esse reconhecimento natural é o melhor selo de qualidade que você pode ter. Ele acontece quando alguém te indica sem você pedir, só porque gosta da sua postura e do seu trabalho. Para chegar nisso, a regra é clara: não force a barra. Deixe que seus resultados falem por você. Quando começam a falar bem da sua empresa espontaneamente, você sobe de nível no mercado. Esse é o caminho para ser a primeira opção nos melhores grupos da cidade.

6. O equilíbrio entre ser interessante e o risco de ser interesseiro.

Existe uma diferença enorme entre ser interessante e ser interesseiro. O interesseiro é aquele que só chega perto quando quer alguma vantagem ou dinheiro; ele logo fica marcado e acaba isolado. Já a pessoa interessante é aquela que desperta curiosidade e simpatia porque agrega valor à conversa e ouve os outros. Nos eventos, prefiro ser alguém comum e acessível do que tentar parecer um “superlíder”. Empresários já têm problemas demais; eles querem pessoas agradáveis por perto.

Ser interessante é mostrar o que você faz com educação, mas sempre querendo saber do outro também. Quem ganha no longo prazo é quem sabe ouvir, compartilha ideias e mostra que entende do assunto sem precisar ficar “gritando” suas qualidades. Tenha a intenção de fazer negócios, claro, mas faça isso com gentileza. Quem foca em criar conexões reais constrói uma rede de apoio que ninguém consegue derrubar.

7. A Transparência Ética sobre Indicações e Comissões

O assunto da comissão por indicação é sempre delicado. Por um lado, é um jeito de agradecer quem te trouxe um cliente; por outro, em Brasília, isso pode ser visto de um jeito ruim se não for bem conversado. Tem empresário que acha que a indicação deve ser apenas por amizade. Por isso, a regra de ouro é a da “boa vizinhança”: a indicação deve vir primeiro porque a pessoa confia no seu trabalho, e não só pelo dinheiro.

Para não queimar sua reputação, seja sempre transparente. Se houver comissão, deixe isso claro para os envolvidos. O combinado não sai caro. Isso evita que você entre em situações chatas ou perca amizades por causa de negócios. A comissão deve ser um “extra” por um trabalho bem feito, e não o único motivo para alguém falar bem de você. No fim das contas, a confiança que as pessoas têm em você vale muito mais do que qualquer porcentagem de venda.

Conclusão

As dicas que separei são o que eu uso para navegar no empreendedorismo da nossa capital. O networking é algo vivo e que depende de você estar presente com ética e pé no chão. Embora existam técnicas, a maior sabedoria é deixar que os encontros aconteçam naturalmente, mas sempre com a estratégia de ser um profissional correto.

Nossa missão no Brasília Comércio é fortalecer quem trabalha e gera valor aqui. Se você quer melhorar suas conexões, o Empreende Clube é o lugar certo para começarmos. Vamos transformar o potencial de Brasília em resultados reais para nossas empresas. Nos vemos lá!

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Sobre o Colunista

Israel Martins
Estrategista e especialista em posicionamento digital
Israel Martins é especialista em marketing digital e desenvolvimento web, atuando na criação de sites e e-commerces focados em conversão. À frente da Agência Israel Martins, desenvolve soluções estratégicas para empresas que buscam crescer no digital. Seu trabalho integra automação, design e performance para gerar resultados reais. Atende principalmente empreendedores que desejam estruturar e escalar suas vendas online. Seu foco está em transformar presença digital em faturamento consistente

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