A Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF) alerta os meios de hospedagem sobre a obrigatoriedade do uso da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) Digital, sistema que passa a centralizar o envio de informações dos visitantes em todo o país. Até esta segunda-feira (20/4), 37 dos 128 estabelecimentos formais do DF inscritos no Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos) já aderiram à nova ferramenta.
A medida representa uma mudança significativa na rotina da rede hoteleira. Antes, os dados dos hóspedes eram encaminhados por diferentes meios, como e-mail e até fotos de fichas em papel. Com a digitalização, todas as informações passam a ser enviadas exclusivamente por meio da plataforma oficial da FNRH Digital, garantindo mais padronização, segurança e confiabilidade.
A transição é respaldada pela Lei Geral do Turismo e vem sendo implementada gradualmente pelo Ministério do Turismo desde novembro de 2025. O objetivo é modernizar a coleta de dados, eliminar processos ultrapassados e fortalecer as estatísticas do setor.
Para apoiar o setor nesse processo de transição, o Ministério do Turismo tem promovido ações educativas, incluindo materiais explicativos e orientações práticas para uso do sistema.
O secretário interino de Turismo do DF, Bernardo Antunes, destaca a importância da medida. “A FNRH Digital é um avanço essencial para o turismo brasileiro. Além de trazer mais segurança e transparência, ela permite que tenhamos dados mais precisos para o planejamento de políticas públicas. É fundamental que toda a rede hoteleira esteja atenta e regularizada para evitar penalidades”, afirma.
A fiscalização será realizada pelo próprio Ministério, podendo ser delegada a estados e municípios. Inicialmente, o processo envolve ações de orientação e notificação, mas pode evoluir para autuações em caso de irregularidades. Um ponto de atenção é a situação do Cadastur: caso o cadastro esteja vencido, o envio da FNRH é automaticamente bloqueado, gerando inconformidade imediata.
Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Distrito Federal (ABIH-DF), Henrique Severien, “estamos ainda em uma fase de avaliação para entender como o público irá se adaptar e quais serão os impactos reais da implementação da nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes. A proposta é relevante e necessária, especialmente no que diz respeito à consolidação de dados confiáveis para o desenvolvimento do turismo. No entanto, neste primeiro momento, a percepção do setor é de certa dificuldade operacional, sobretudo pela necessidade de integração entre sistemas e pela adaptação do próprio hóspede ao modelo digital, que ainda não se consolidou na prática”, aponta o presidente.
Como funciona para os viajantes
Além da adaptação dos meios de hospedagem, os próprios turistas também passam a interagir com o sistema, podendo realizar etapas do registro de forma digital, antes mesmo da chegada ao local.
O acesso à plataforma pode ser feito por meio de link disponibilizado pelo estabelecimento (https://fnrh.turismo.serpro.gov.br/FNRH_Hospede/Login) ou via QR Code. Para entrar no sistema, o viajante pode optar por diferentes formas de autenticação, como conta Gov.br (a opção mais simples), certificado digital físico ou certificado digital em nuvem, conforme o serviço contratado.
Após o acesso, é possível registrar os dados da reserva diretamente na plataforma, informando o código da hospedagem, as datas da estadia e o tipo de acomodação. Em seguida, o usuário pode iniciar o pré-check-in digital, conferindo e atualizando seus dados pessoais e de contato.
O sistema também solicita informações complementares, como motivo da viagem e meio de transporte utilizado. Após a confirmação e o aceite dos termos, o pré-check-in é enviado, e o status da reserva é atualizado automaticamente na plataforma.
Para os visitantes, a novidade traz mais agilidade no atendimento e maior segurança no tratamento das informações. Já para os empreendimentos, a adequação ao novo modelo é indispensável para manter a regularidade junto ao Cadastur e garantir o funcionamento das atividades.
A Secretaria de Turismo reforça a orientação para que todos os meios de hospedagem que ainda não aderiram ao sistema busquem se adequar o quanto antes, evitando sanções e contribuindo para a modernização do turismo no Distrito Federal.
Fonte: SETUR – ASCOM
Fotos: Acacio Pinheiro – Agência Brasília









