A.dot fortalece adoção de crianças e adolescentes

O aplicativo A.dot, criado para aproximar crianças e adolescentes de famílias adotivas, passou a integrar o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), administrado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A ferramenta foi idealizada pela jornalista paranaense Adriana Milczevsky em parceria com o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR).

Desenvolvido para ampliar as chances de adoção de perfis historicamente menos procurados, como adolescentes, grupos de irmãos e crianças com deficiência ou necessidades médicas específicas, o aplicativo reúne informações sobre saúde, desenvolvimento e histórico dos jovens, além de vídeos que permitem uma conexão mais próxima entre crianças e pretendentes habilitados.

Desde sua criação, em 2018, o A.dot contribuiu para 216 adoções, sendo 135 delas de adolescentes com mais de 13 anos. Antes de ser incorporada ao sistema nacional, a plataforma já era utilizada em 12 estados brasileiros.

A proposta da ferramenta é dar protagonismo às crianças e adolescentes, permitindo que eles compartilhem suas histórias, sonhos e expectativas em relação a uma futura família. Segundo os idealizadores, os vídeos ajudam a criar identificação entre os jovens e os pretendentes, aumentando as possibilidades de adoção.

De acordo com o CNJ, cerca de 1,8 mil crianças e adolescentes aguardam atualmente uma família no Brasil. A expectativa é que a integração do A.dot ao Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento amplie a visibilidade desses perfis e fortaleça as estratégias de busca ativa.

O acesso ao aplicativo é restrito a pessoas já habilitadas para adoção. Para isso, os interessados precisam realizar cadastro junto à Justiça, apresentar documentação, passar por avaliações psicossociais e participar de cursos preparatórios previstos no processo de habilitação.

Além de facilitar o encontro entre crianças e famílias, a ferramenta foi desenvolvida com mecanismos de proteção à identidade dos jovens, garantindo segurança e evitando exposição indevida durante todo o processo.

 

Fonte: Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e reportagem do g1 Paraná.

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