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Outubro Rosa e os efeitos do tratamento do câncer de mama

Dermatologista Dra. Tainah de Almeida explica alterações que podem surgir durante a quimioterapia e a radioterapia e orienta cuidados

O tratamento do câncer de mama pode provocar mudanças que vão além dos efeitos da doença. Durante o Outubro Rosa, campanha de conscientização sobre o câncer de mama, a atenção também se volta aos impactos da quimioterapia e da radioterapia na pele, nos cabelos e nas unhas. Nesse contexto, o acompanhamento dermatológico pode ajudar a prevenir complicações e preservar a qualidade de vida das pacientes.

De acordo com a Revista Brasileira de Cancerologia, até 85% dos pacientes podem apresentar alterações dermatológicas agudas ou crônicas, em diferentes graus de intensidade. Entre as manifestações estão descamação da pele, ulcerações, fibroses e necrose dos tecidos.

Acompanhamento dermatológico durante o tratamento

As alterações podem variar em forma e intensidade. Por isso, é importante comunicar à equipe médica qualquer sinal de desconforto, em vez de considerar essas mudanças inevitáveis.

“ As alterações dermatológicas durante o tratamento do câncer podem se manifestar de diferentes formas e intensidade. Por isso, é importante que a paciente não encare essas mudanças como algo que precise suportar, mas que comunique à equipe médica qualquer sinal de desconforto”, explica a dermatologista Dra. Tainah de Almeida.

O acompanhamento multidisciplinar permite avaliar os sintomas e orientar medidas para proteger a pele, os cabelos e as unhas. Além disso, a identificação precoce das alterações pode ajudar a reduzir desconfortos e evitar complicações.

Entre os cuidados gerais com a pele estão o uso de hidratantes com baixo potencial irritativo, a preferência por banhos mornos e a aplicação regular de protetor solar. Também é importante evitar ácidos e tratamentos caseiros sem orientação médica. As consultas com o oncologista e o dermatologista ajudam a acompanhar possíveis alterações e definir os cuidados adequados para cada paciente.

Cuidados com os cabelos

A queda de cabelo está entre os efeitos mais temidos do tratamento oncológico. Isso acontece porque os medicamentos quimioterápicos podem atingir células que se dividem rapidamente, como as dos folículos capilares, provocando a perda parcial ou total dos fios.

O acompanhamento dermatológico pode orientar os cuidados com o couro cabeludo durante o tratamento e auxiliar na recuperação da saúde capilar após seu término, quando os fios começam a nascer novamente.

Entre as recomendações estão evitar água quente, manter o couro cabeludo hidratado, protegê-lo do sol e escovar os fios delicadamente. Também é indicado evitar procedimentos químicos e outras intervenções que possam sensibilizar o couro cabeludo durante esse período.

Outra alternativa é a touca de resfriamento, que pode ajudar a reduzir a queda capilar em alguns casos. A técnica resfria o couro cabeludo antes, durante e logo após a quimioterapia, diminuindo a circulação sanguínea local e a exposição dos folículos aos medicamentos. No entanto, não garante a preservação completa dos fios e não é indicada para todas as pacientes.

Como proteger as unhas

As unhas também podem sofrer alterações durante o tratamento, incluindo dor, fragilidade, mudanças na pigmentação, redução do crescimento, descolamento, inflamação e até perda da unha.

Para reduzir o risco de traumas, recomenda-se manter as unhas curtas e limpas, evitar retirar as cutículas e não utilizar acetona ou outros produtos irritantes. O uso de luvas de proteção durante atividades que envolvam atrito ou contato com produtos de limpeza também é indicado.

A dermatologista ressalta que a prevenção e a atenção aos sinais apresentados pelo organismo são fundamentais para reduzir o risco de complicações e infecções.

“Durante o tratamento oncológico, alguns cuidados preventivos podem ajudar a preservar a saúde da pele, dos cabelos e das unhas e reduzir o risco de complicações e infecções. Evitar atritos e traumas, limpeza adequada e hidratação são medidas importantes. Quando surgem alterações persistentes ou machucados, o acompanhamento dermatológico se torna ainda mais importante para avaliar cada caso e indicar a melhor conduta”, explica a Dra. Tainah de Almeida.

O acompanhamento multidisciplinar, aliado à observação das mudanças no organismo, contribui para um cuidado individualizado durante o tratamento do câncer de mama.

Fonte: Destak Comunicação

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